quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Exploração de Sonhos

Bem queridos leitores fiéis, finalmente retornei das cinzas e do pó pra falar sobre algo me deixou realmente incomodado, que acontece todo ano, mas que eu acho válido ser publicado aqui.
Bem, acreditem vocês ou não, essa fotinho aí em cima foi tirada no dia 20 desse mês no Shopping Carioca. O que me fez pensar muitas coisas. Primeiro veio o espanto. Eu pensei: "Cara ainda é outubro! Como assim estão montando decoração de Natal?" Depois com mais calma, andando em direção a minha casa e pensando no assunto, caí na real do porque uma árvore de Natal está no meio de um Shopping em pleno outubro.
O feriado do dia das crianças é o último feriado comercial antes do Natal, e também o menos lucrativo para o mercado. Numa escala de lucratividade o Natal é o primeiro, seguido do Dia das Mães, Dia dos Namorados, e claro o Dia das Crianças. Tendo em vista isso, o que acontece em todos os Shopping Centers nessa época é a ânsia por recuperar o que não se ganha no Dia das Crianças e adiantar o lucro que se obtém no Natal puxando-o quanto antes, já que esse é de longe o período mais lucrativo para o estabelecimento. Prova disso são as contratações em massa para reforço em lojas de Shoppings (e outras fora dele também) feita no começo de Novembro.
Porém apesar de explicável ainda é uma prática no mínimo egoísta. A máscara que o comércio colocou no Natal é algo que realmente roubou o seu verdadeiro sentido. E tentar adiantar esse inevitável acontecimento que não é mais o Natal como deveria ser, só piora a situação. Essa prática de tentar puxar o Natal que é algo nada comercial na sua essência, simplesmente para reaver os lucros que não se teve ou para adiantar um lucro que se terá, mostra o quão ganancioso e egoísta o mercado pode ser.
Eu também gosto de ganhar presentes no Natal, acho essa prática legal, mas o Natal criado com Papai Noel que não esquece de ninguém e que a boa criança sempre ganha presente e que só não ganha quem é má é algo muito cruel. Afinal, todos sabemos que o que acontece é que os pais da criança compram o presente pra ela. Mas e se essa criança tem pais pobres que não tem condições de dar à ela o seu presente de Natal? E se essa criança passa o ano inteiro sendo um bom filho e aluno? Como fica uma criança dessa que cria expectativas para o seu Natal, porque, na teoria ela deveria ganhar seu presente, afinal, ela foi uma boa criança naquele ano. Mas quando chega o Natal a criança mal tem o que comer. E como ficam os pais deparados com essa situação?
Então, pensando nisso que eu me sinto aborrecido com essa cultura capitalista de Natal. Onde há uma indução da mente da criança para que ela acredite naquilo de uma forma tão forte e pura que seus pais não vão conseguir dizer pra ela a verdade e vão comprar o bendito presente que "Papai Noel deu" pra elas.
Até quando isso vai ser assim eu não sei, só sei que isso me aborrece e me intriga, então escrevo mesmo!!!

quinta-feira, 23 de julho de 2009


Vamos retomar esse blog com um pouco de humor! Afinal, ninguém é de Kbits né? Minha sogra me contou uma história interessante por esses dias. Contou ela, rindo que mal conseguia se controlar, que ao voltar pra casa num taxi com seu marido, saltou do taxi e logo em seguida seu marido. Só que o esperto senhor deixou cair uma garrafa de Coca-Cola que ele trazia consigo. A garrafa começou a rolar ladeira abaixo (é eu esqueci de falar que eles moram numa ladeira), e adivinha o que ele fez!? Sim, senhor...ele correu atrás da garrafa loucamente até o final da ladeira! E quando chegou no final e conseguiu finalmente capturar a garrafa fugitiva, já estava com tanta raiva que arremessou a garrafa no chão. Cara bobo não? já fez a bobagem de correr atrás dela...agora pelo menos bebe ué.
Mas enfim, pensando neste hilário acontecimento, comecei a me recoradar de algumas aulas em que falávamos de como as marcas têm se vendido hoje em dia, e principalmente a nossa protagonista da história acima: a Coca-Cola. As propagandas não se preocupam em anunciar um produto. Quais seus benefícios, por que você deveria compra-lo, etc. mas falam de um modo de vida, vendem uma ideologia, e não um produto.
E isso não se restringe apenas a Coca-Cola, mas abrange muitos outros produtos. Quantas cervejas você vê por aí que têm um slogan que nada tem haver com cerveja? Por exemplo: o que "uma vida sem frescura" tem haver com cerveja? ou o que "amar muito tudo isso" tem haver com hamburguers e refrigerante?
Vendedores de ilusões é o que são. Compre esse produto e seja isso aqui, ou seja, diga pro mundo que você não tem frescura bebendo Cintra, ou que você curte a vida bebendo Coca-Cola. São meios usados pra induzir o espectador a comprar o que ele sequer precisa, somente para dizer para o mundo algo que ele diz ser, mas que na verdade é uma fala da marca que você comprou e que espera que você ache que está sendo muito original ao reproduzir uma idéia já pronta e enlatada.
Onde isso tudo vai dar? Se eu soubesse não faria um blog. Escreveria um livro estilo Nostra Damus. Só acho que devemos tomar cuidado para não sermos tão largamente influenciados.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Um passarinho azul me contou

Iniciado dentro de quatro paredes virtuais o Twitter já possui mais de 6 milhões de usuários e perde apenas para o facebook e myspace em crescimento. Há uma pergunta que muitos fazem, "onde isso vai dar?". Mas eu quero levantar uma outra questão: Onde isto está dando?
O que você está fazendo? Esta é a pergunta teaser do site, diga seu status. E cada vez mais e mais pessoas se comunicam através disso. Informações são transmitidas e qualquer um pode saber o que você está fazendo, basta te seguir. Algumas informações são bem corriqueiras, coisas como o que estou comendo, ou pra onde vou, ou a que horas eu durmo.
Mas o que me incomodou os pensamentos hoje foi o seguinte: O que alguém que tem tamanho poder de informação sobre a vida alheia faria? Porque pra alguém saber da sua vida de forma aberta e declarada por você mesma de forma constante, basta te seguir. Então se houvesse um "grande seguidor" que seguisse a todos coletando informações diferentes sobre cada pessoa que lhe fosse pertinente.
Isso pode parecer loucura, mas já percebeu com de vez em quando parece que o Google adivinha seus pensamentos e gostos? Isto é feito com um banco de dados de informações de rastros que você deixa enquanto navega na rede dele. Só que o Google pode deduzir o que você quer, gosta, faz. O Twitter pede e você diz. Não porque você quer que ele saiba da sua vida, mas porque você quer que seus amigos saibam, mas indiretamente você está dizendo sem rodeios quem você é.
Diferente do Google com seus vários braços, o Twitter não usa de sutileza dedutiva através de rastros de navegação. Ele literalmente pergunta: "O que você está fazendo?" Talvez isso soe meio viajem da minha parte, mas há o que se considerar.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Michael morto só no físico.

Já está definitivamente exaurido o assunto "Michael Jackson morreu", porém me dei conta hoje de uma pergunta que já devia ter me feito a muito tempo: Morreu ou reviveu?
Passou de uma lenda viva para apenas uma lenda, mas até que ponto podemos dizer que ele está morto? Posso afirmar com certeza que nos últimos dez anos ele nunca esteve ocupando tanto espaço na mídia como está agora.
A começar pelos meios mais convencionais, homenagens em programas seguidos na televisão em quase todos os canais. Bancas de jornal têm pelo menos 50% de sua fachada tomada por fotos e repostagens sobre Michael Jackson e sua trajetória de vida. Pessoas que só falavam disso de forma a não ser possível se parar numa fila qualquer sem ouvir o nome do Rei do Pop.
Vejamos agora as mídias digitais. Pela primeira vez o Twitter teve sobrecarga de tweets. Uma avalanche de pessoas inconformadas com a repentina morte. O You Tube prestou sua homenagem deixando um canal com todos os vídeos de Michael disponíveis no site no topo do site onde se podia ler também uma homenagem.Centenas de pessoas nas redes sociaias que puseram a palavra "luto michael jackson" ou coisa do genero no nome do seu perfil, sem contar as muitas comunidades criadas com esse motivo.
Passemos agora ao comércio. Fiquei abismado ao ouvir algo que já fazia tempo não ouvia de um camelô vendedor de DVD's: "DVD do Michael Jackson" anunciava o vendedor. Sem contar os preços de materiais ligados ao artista aqui em questão, que dobraram de preço instantaneamente!
O que quero dizer com tudo isso? Veja o poder que a mídia tem, uma pessoa que morreu fisicamente é praticamente ressucitada na mente das pessoas com incansáveis discursos sobre uma figura caricata da música internacional que teve em sua época muitos sucessos. Mas veja também o lucro que isso traz. Quanto não foi movido no mundo virtual e comercial por causa disso? Até quando isso vai durar, não sei mesmo, mas uma coisa eu digo: a mídia tem poder pra resucitar qualquer um desde que seja do seu interesse.